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Primeiro turno acirra disputa presidencial e coloca Lula e Flávio Bolsonaro frente a frente no segundo turno.

Foto do escritor: Abrange Bahia
Abrange Bahia
há 4 dias
3 min de leitura

O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 terminou com uma disputa mais apertada do que muitas projeções indicavam e confirmou a polarização do eleitorado brasileiro. Com a totalização das urnas, Flávio Bolsonaro (PL) terminou na primeira colocação, seguido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois agora disputarão o segundo turno, marcado para 25 de outubro.


Flávio Bolsonaro recebeu 56,1 milhões de votos, correspondentes a 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 53,9 milhões, com 45,16%. A diferença entre os dois foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos, ou 1,87 ponto percentual. Como nenhum candidato ultrapassou a metade dos votos válidos, a definição da Presidência ficou para uma nova votação.


O resultado chama atenção principalmente pelo equilíbrio entre os dois primeiros colocados. A eleição chega ao segundo turno com uma diferença relativamente pequena e com milhões de eleitores que votaram em outras candidaturas ou que não participaram da votação podendo influenciar o resultado final.


Terceiros colocados ficam distantes


A distância entre os dois líderes e os demais candidatos foi significativa. O escritor Augusto Cury (Avante) terminou em terceiro lugar, com 2,89% dos votos válidos. Renan Santos (Missão) ficou em quarto, com 2,24%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18%.


O desempenho das candidaturas alternativas, portanto, não foi suficiente para impedir a repetição de uma disputa entre os dois principais polos políticos do país. A partir de agora, o cenário muda: os candidatos deixam de disputar votos entre vários concorrentes e passam a buscar principalmente os eleitores que escolheram outras opções no primeiro turno.


Um mapa eleitoral dividido


O resultado também mostrou diferenças importantes entre as regiões brasileiras. Flávio Bolsonaro terminou à frente em grande parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto Lula manteve forte desempenho no Nordeste.


A Bahia foi um dos principais destaques da votação de Lula. O presidente obteve cerca de 5,66 milhões de votos no estado, equivalentes a 66,17% dos votos válidos, contra aproximadamente 2,44 milhões de Flávio Bolsonaro, que alcançou 28,53%. A diferença ultrapassou 3,2 milhões de votos apenas na Bahia.


O Nordeste, de maneira geral, permaneceu como a principal região de vantagem eleitoral de Lula. Já Flávio Bolsonaro apresentou desempenho mais forte em estados de outras regiões, incluindo importantes colégios eleitorais.


Esse contraste regional deverá ser um dos elementos centrais da campanha para o segundo turno, já que os dois candidatos precisarão ampliar suas votações fora de suas áreas de maior força.


Segundo turno começa com cenário indefinido


Apesar da liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, o resultado não representa uma vantagem definitiva na disputa presidencial. O segundo turno é uma nova etapa da eleição e os votos destinados aos candidatos eliminados passam a ter papel importante.


Além disso, os dois candidatos precisarão trabalhar para aumentar a participação de seus eleitores e conquistar segmentos que permaneceram distantes da disputa. A abstenção também será um fator relevante na reta final.


O resultado do primeiro turno mostra, portanto, uma eleição ainda aberta. Flávio Bolsonaro parte na frente numericamente, enquanto Lula chega ao segundo turno com uma diferença relativamente estreita e uma base eleitoral especialmente forte no Nordeste.


Uma nova campanha começa


Com apenas dois nomes na disputa, a campanha deverá assumir uma dinâmica diferente. Temas econômicos, segurança pública, políticas sociais, saúde, emprego, relação com o Congresso e perspectivas para o futuro do país tendem a ganhar ainda mais espaço nos debates e na comunicação dos candidatos.


O primeiro turno deixou uma mensagem clara: o eleitorado brasileiro continua profundamente dividido, mas também mostrou que uma parcela significativa dos votos esteve fora da disputa entre Lula e Flávio.


Agora, caberá aos dois candidatos buscar esses eleitores e transformar suas respectivas votações do primeiro turno em uma maioria no dia 25 de outubro.


A eleição presidencial de 2026 entra, assim, em sua fase decisiva, com dois projetos políticos distintos e uma diferença de menos de dois pontos percentuais separando os concorrentes.

 
 
 

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