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Megaoperação investiga esquema de venda irregular de “canetas emagrecedoras” na Bahia.

  • Foto do escritor: Abrange Bahia
    Abrange Bahia
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Uma grande operação policial realizada nesta quarta-feira (11) investiga um esquema de comercialização irregular de substâncias divulgadas como “canetas emagrecedoras” na Bahia. A ação foi conduzida pela Polícia Civil da Bahia e mobilizou centenas de agentes em diversas cidades do estado e também fora dele.

Batizada de Operação Peptídeos, a investigação tem como alvo uma rede suspeita de vender medicamentos e substâncias voltadas originalmente para o tratamento de diabetes tipo 2, mas que estavam sendo comercializadas de forma irregular como produtos para emagrecimento rápido. Segundo as autoridades, os itens eram divulgados principalmente pelas redes sociais e aplicativos de mensagens, muitas vezes sem qualquer prescrição médica ou controle sanitário.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e dezenas de mandados de busca e apreensão. Ao todo, 12 pessoas foram presas, sendo parte delas em flagrante. Também foram apreendidos medicamentos, substâncias químicas, documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que podem ajudar no avanço das investigações.

As ações ocorreram em bairros da capital baiana, Salvador, além de municípios da Região Metropolitana, como Lauro de Freitas, Camaçari e Simões Filho. Mandados também foram cumpridos em Feira de Santana, importante centro urbano do interior da Bahia. Parte da investigação se estendeu ainda para o estado de São Paulo, com diligências realizadas na cidade de São Paulo.

De acordo com as apurações iniciais, os suspeitos faziam a importação, armazenamento e revenda de substâncias sem autorização ou registro adequado. Entre os produtos encontrados estão compostos utilizados em tratamentos médicos e até substâncias que ainda não possuem liberação para uso no Brasil. Esses itens eram apresentados aos consumidores como soluções rápidas para perda de peso, o que levanta preocupação entre especialistas devido aos riscos à saúde.

As autoridades apontam que, além da possível prática de crimes contra a saúde pública, o grupo pode responder por associação criminosa, propaganda enganosa e comercialização irregular de medicamentos. A falta de controle sobre a origem, conservação e aplicação dessas substâncias pode causar efeitos colaterais graves em quem utiliza os produtos sem acompanhamento médico.

A operação contou com o apoio de diferentes departamentos da Polícia Civil, além de equipes técnicas e órgãos de fiscalização sanitária. Mais de 200 policiais participaram da ação, que teve como objetivo desarticular a rede suspeita e impedir a continuidade da venda clandestina desses produtos.

As investigações continuam e novas diligências não estão descartadas. A polícia busca agora identificar outros possíveis envolvidos no esquema, além de rastrear a origem das substâncias comercializadas e o alcance da distribuição dos produtos em diferentes estados do país.

Autoridades alertam que o uso de medicamentos para emagrecimento deve sempre ser feito com orientação médica e com produtos devidamente autorizados por órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 
 
 

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